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Postado em 24 de Outubro de 2017 às 16h37

Aurora amplia o abate de suínos

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A Cooperativa Central Aurora Alimentos – terceiro maior grupo brasileiro de proteína animal
– anunciou que ampliará em 10% o abate industrial diário de suínos até o fim deste ano. O abate
crescerá dos atuais 18.000 para 19.825 cabeças/dia informou o presidente Mário Lanznaster.
De acordo com o gerente de operações da Aurora, Celso Cappellaro, o aumento da
produção permitirá otimizar as plantas com pequenos investimentos para atender as demandas
dos mercados interno e externo.
Essa ampliação prioriza matéria-prima para industrializados de produção em 75% para o
mercado interno e 25% para o mercado externo.
As plantas instaladas em Santa Catarina e Rio Grande do Sul iniciaram em setembro e
chegam a sua plenitude durante o mês de outubro. São Gabriel do Oeste atingirá a meta em
Janeiro de 2018.
A nova configuração de abate das unidades passa a ser esta: Chapecó FACH 1 (dos
atuais 4.630 para 5.230 cabeças/dia), Chapecó FACH 2 (dos atuais 2.000 para 2.600
cabeças/dia), São Miguel (mantém 1.945 cabeças/dia) e São Gabriel do Oeste (dos atuais 3.000
para 3.200 cabeças/dia).
A unidade de Joaçaba passará de 3.000 para 3.200 cabeças/dia e Sarandi dos atuais
1.770 para 2.000 cabeças/dia. Erechim mantém as atuais 1.650 cabeças/dia.
O crescimento do volume de abate está sendo suprido pelo sistema integrado de produção
da Aurora. Por outro lado, desde março passado a empresa vem recrutando e treinando cerca de
600 trabalhadores para atender a nova demanda de recursos humanos.
Os planos de expansão são arrojados. O planejamento para o aumento da produção
estabelece que, até 2025, a Aurora atingirá um abate de 25.000 suínos/dia, antecipa o presidente.
Em 2016, as sete plantas industriais de suínos da Cooperativa Central Aurora Alimentos
totalizaram o abate de 4 milhões 546 mil cabeças, incremento de 1,6% sobre o ano anterior. Neste
ano de 2017 o abate fechará em 4 milhões 718,2 mil suínos, com incremento de 3,77% (aumento
de 171.390 animais). No ano passado, a produção in natura de carnes suínas cresceu 2,9% para
383,9 mil toneladas; a industrialização permaneceu estável (+0,6%) em 307,4 mil toneladas.
A produção integrada do sistema Aurora e suas cooperativas filiadas envolve, na cadeia de
suínos, 3.444 produtores cooperados, 199 mil matrizes e um plantel permanente de 1 milhão e
800 mil animais a campo.
OTIMISMO
O presidente Lanznaster mostra que o cenário, este ano, está bem melhor que em 2016,
quando a alta do dólar e a escassez de milho no mercado interno impactaram violentamente nos
custos de produção. “Mesmo assim, a suinocultura brasileira teve um bom desempenho nas
exportações, ampliando nossa presença, especialmente na Ásia. A Rússia retomou com força o
nível das importações e as vendas para Hong Kong também tiveram um aumento considerável.
Com a habilitação de novas plantas, a China se consolidou entre os cinco maiores compradores
de carne suína do Brasil.”
O otimismo do dirigente é confirmado pelos números. Em 2017, as exportações brasileiras de
carne suína (considerando todos os produtos) acumulam divisas 17,6% superiores na comparação com
os nove primeiros meses de 2016.

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