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Postado em 05 de Fevereiro de 2016 às 11h11

Brasil foi o 2º maior produtor mundial de carne de frango em 2015

Crescimento de 3,46% na produção nacional levou avicultura brasileira a superar os chineses e ficar atrás apenas dos Estados Unidos

O Brasil superou a China em 2015 e se tornou o segundo maior produtor mundial de carne de frango, atrás apenas dos Estados Unidos. A informação foi divulgada nesta terça-feira (26/1) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) que reúne a indústria de aves e também a de suínos.

De acordo com os dados da entidade, a produção brasileira de frango chegou a 13,146 milhões de toneladas, um volume 3,46% superior ao registrado em 2014. Com base em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a ABPA informa que os chineses encerraram o ano passado com 13,025 milhões de toneladas.

“Mesmo com a crise econômica, a cadeia produtora e exportadora de carne de frango viveu um bom momento no ano passado”, ressalta o vice-presidente de aves da entidade, Ricardo Santin, em nota divulgada pela entidade. Santin menciona a exportação recorde e a demanda interna aquecida como fatores positivos.

Ainda conforme a ABPA, o consumo médio de carne de frango no mercado interno brasileiro aumentou 1,1%, atingindo 43,25 quilos por habitante ao ano. “Isto, entre outros motivos, graças ao aumento do preço da carne bovina nas gôndolas e a consolidação do frango como uma das proteínas favoritas do consumidor”, destaca o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra.

Cautela

Os bons resultados do ano passado não escondem a cautela em relação a este ano. A nota da ABPA destaca, principalmente, a preocupação com o aumento de custos com insumos. O preço do milho, por exemplo, acumula alta de mais de 16% neste mês, de acordo com o indicador do Centro de estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A cotação está acima de R$ 42 a saca de 60 quilos.

Na semana passada, o governo anunciou que pretende vender até meio milhão de toneladas dos seus estoques, iniciativa que, de acordo com especialistas, deve ter pouco efeito sobre o mercado pelo menos até a efetiva entrada da safra nova. Um primeiro leilão foi anunciado para primeiro de fevereiro, de 150 mil toneladas.

“Temos expectativa que as ações que estão sendo tomadas pelo governo deverão acalmar e tornar mais ‘reais’ as cotações do milho, que também deverá sofrer influência do aumento da oferta com a colheita da primeira safra e do provável desaquecimento as exportações, com a intensificação dos embarques de soja”, afirma Francisco Turra.

Fonte: Portal do Agronegócio 

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