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Postado em 30 de Outubro às 17h13

Começa implantação de Plano de Erradicação de Aftosa para retirar vacina

Notícias (43)

Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa) iniciou, em Porto Velho, os trabalhos do Plano Estratégico de Erradicação
e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que prevê a retirada total da vacinação no País até 2023.
Durante três dias, na semana passada, houve reuniões em torno do plano com integrantes do
setor público e produtores dos estados de Rondônia e Acre (integrantes do Bloco 1 previsto no
PNEFA), além do Amazonas e Mato Grosso, que participaram como convidados. Entre
representantes de governo, a maioria eram agentes de defesa agropecuária dos estados.
Segundo o diretor do DSA, Guilherme Marques, “foram superadas as expectativas de
adesão dos governos e da iniciativa privada, pois todos se conscientizaram que os prazos para a
execução das etapas do PNEFA são curtos”. Marques frisou que a decisão de retirada gradual da
vacinação contra a aftosa já foi tomada e que “é preciso atender aos requisitos sanitários para
obter o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de país livre da doença
sem vacinação”.
As diretrizes básicas do PNEFA preveem gestão compartilhada entre governos e iniciativa
privada; aperfeiçoamento das capacidades do Serviço Veterinário Oficial (SVO); regionalização
das ações; sustentação financeira; adequação e fortalecimento do sistema de vigilância; agilidade
e precisão no diagnóstico; previsão de imunógeno (partícula, molécula estranha ou organismo
capaz de induzir uma resposta imunológica) para emergências veterinárias; cooperação
internacional e educação em saúde animal.
O governo de Rondônia deverá ceder servidores para os trabalhos de fiscalização previstos
no plano. Mato Grosso comprometeu-se a aumentar postos de fiscalização do trânsito de animais,
que poderão ser unidades móveis, como ação estratégica em função da proximidade com a
Bolívia.
No plano, o País foi dividido em cinco blocos, para que seja feita a transição de área livre
da aftosa com vacinação para sem vacinação. Integram o Bloco I, Acre e Rondônia; o Bloco II:
Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; o Bloco III: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; Bloco IV: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás,
Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins, e; Bloco V: Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Fonte: MAPA

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