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Postado em 12 de Setembro às 11h11

Eficiência das embalagens de alimentos é tema de palestra na Mercoagro

  • Mercoagro – Edição 2018 -
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As embalagens para alimentos foram o tema da segunda palestra do 12º Seminário Internacional de Industrialização da Carne, evento paralelo realizado durante a programação científica da Mercoagro 2018 (Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne). O consultor técnico de embalagens na América Latina da Dow|DuPont, Kleber Brunelli, falou especificamente das “Inovações em Embalagens e Embalagens Ativas para Alimentos”.

De acordo com o palestrante, as embalagens são um assunto cada vez mais importante, principalmente por conta da preservação do alimento e da sustentabilidade. Segundo ele, as embalagens podem auxiliar na minimização Da perda de alimentos – que possui números alarmantes no cenário mundial. Atualmente, o desperdício de alimentos representa 38% nos cereais, 50% nos frutos do mar, 52% nas frutas, verduras e legumes, 20% no setor lácteo e 22% nas carnes (o que equivale, por exemplo, um desperdício de 75 milhões de bois).

O desperdício se refere a produtos que são transportados, mas não chegam a ser consumidos. “Isso significa dizer que, em média, de cada sete cargas transportadas, uma é jogada fora. A embalagem adequada pode evitar estes índices, pois é fator chave na redução das perdas que ocorrem em quase todas as etapas da cadeia alimentar”, explicou.

Brunelli esclareceu que, atualmente, o conceito de designer de embalagem está bastante focado na preservação do alimento e também em como esse material será tratado após o uso, na coleta e reciclagem. Os dados apresentados pelo especialista demonstraram que a embalagem adequada pode aumentar a vida útil dos peixes em cinco dias e a dos queijos em até 47%. Embalagens ativas e com parte da atmosfera modificada também podem representar uma conservação cinco vezes maior em frutas, verduras e legumes. Para as carnes, a vida útil do produto pode aumentar em até dez vezes se for utilizada estrutura de barreiras e atmosfera modificada na embalagem.

“Ela precisa ser eficiente. É necessária a otimização no uso de materiais, boa aparência, propriedades de barreira e equilíbrio entre rigidez e tenacidade, além de manter a integridade do produto durante o transporte e comercialização”, reforçou o consultor técnico de embalagens na América Latina da Dow|DuPont.

O palestrante também explanou a respeito de materiais, modelos de embalagens e pontos importantes a serem observados nas embalagens de queijos, pescados e carnes frescas e processadas. Destacou, ainda, o uso de tecnologias como aliado ao processo de elaboração e confecção adequada a cada produto. “Temos que achar o chamado ‘ponto ótimo’, ou seja, uma embalagem que proteja o produto para que seja consumido adequadamente, com custo equilibrado e sistema que possibilite a reciclagem correta para fechar o ciclo com eficiência”, complementou.

SEMINÁRIO

O 12º Seminário Internacional de Industrialização da Carne foi estruturado e coordenado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Chapecó) e realizado no Salão Nobre da Unochapecó. Durante o evento também foram realizadas as palestras: “Regulamentações para o Comércio Internacional de Carnes”, com o secretário de defesa agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) Luís Eduardo Rangel; “A produção de Alimentos na Era da Indústria da Carne 4.0”, com o diretor regional do SENAI/SC, consultor Unesco para o grupo de trabalho sobre a manufatura avançada e professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) Jefferson de Oliveira Gomes; e “O Futuro dos Alimentos Cárneos”, com a diretora de contas na América Latina da Mintel Aline Meloni.

O coordenador geral do Seminário e diretor regional Oeste do SENAI, Almeri Dedonatto, destacou a importância do evento para a inovação e atualização tecnológica. “A difusão de conhecimento é um dos papéis que o encontro vem exercendo com mais vigor a cada edição”, assinalou.

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