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Postado em 25 de Outubro de 2017 às 14h29

Embalagens case-ready ajudam varejistas a se tornarem mais competitivos

Mercado (38)

    Nos últimos anos, vem sendo registrada uma crescente queda no consumo de carne
    bovina em todo o mundo, seja pelos altos preços ou pela preocupação com uma alimentação
    mais saudável. Ainda assim, a carne bovina continua sendo extremamente importante para os
    varejistas. De acordo com o estudo “Global Food Retailer Beef Insights”*, solicitado pela Sealed
    Air e realizado pelo Martec Group, a carne bovina é responsável por uma média de 30% a 50%
    do faturamento do setor de carnes e de 2% a 5% do total da receita da loja. Na Austrália e no
    Brasil, é a proteína mais vendida nos supermercados.
    Para se manterem competitivos, os varejistas precisam tomar decisões estratégicas que
    atendam tanto à necessidade de redução de custos quanto à entrega de produtos seguros e de
    qualidade, capazes de conquistar a atenção e preferência dos consumidores. Soluções de
    embalagens inovadoras podem ser ótimas aliadas para ajudar os varejistas a atenderem às
    necessidades dos seus clientes.
    As embalagens do tipo case-ready, que já chegam prontas do frigorífico para serem
    colocadas diretamente nas gôndolas do varejo, são soluções ideais que satisfazem tanto as
    demandas dos varejistas como as vontades dos consumidores. O produto, que pode ser
    embalado no sistema de vácuo ou com atmosfera de proteção, já vem porcionado e
    padronizado, possui data de validade estendida e garantia de origem. A carne não necessita de
    manipulação adicional, o que reduz o risco de contaminação cruzada, os custos com mão de
    obra e, consequentemente, gera aumento da receita.
    De acordo com a pesquisa, no Reino Unido, 90% dos supermercadistas já adotaram as
    embalagens case-ready e apenas 10% ainda mantém o porcionamento em loja. Na Austrália,
    essa tendência se confirma: representam entre 70% e 80% do mercado, enquanto os açougues
    nas lojas de varejo apenas 20% a 30%.
    Já nos Estados Unidos, esta adequação está em fase de transição. Pelo menos 40% a
    50% das lojas ainda oferecem o atendimento no balcão, enquanto 50% a 60% já aderiram às
    embalagens que saem do frigorífico direto para a gôndola. No Brasil, essa prática ainda é
    incipiente, mas está ganhando força. As embalagens case-ready representam apenas de 20% a
    30% do mercado, enquanto os açougues dentro das lojas ainda se destacam com uma
    representação de 70% a 80%.
    Essa é uma tendência mundial. E para que os varejistas se mantenham no setor de forma
    competitiva é importante que se preparem. Prova disso é que enquanto as case-ready têm
    ganho espaço, os açougues dentro das lojas estão retraindo. Segundo o estudo, além da
    eficiência e todos os benefícios da solução, a procura por carnes embaladas e falta de mão de
    obra qualificada para manter o atendimento no balcão têm impulsionado a mudança do serviço.

    *O estudo Global Food Retailer Beef Insights ouviu os principais supermercadistas nos Estados
    Unidos, Reino Unido, Austrália e Brasil, em 2016.
    Autora: Alessandra Souza é líder de marketing para carne vermelha na América Latina da
    Sealed Air Food Care

    Fonte: CarneTec

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