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Postado em 28 de Março às 08h33

Entidades defendem qualidade da indústria brasileira da carne

Mercoagro – Edição 2018 Faesc, Sindicarne e Acav emitiram notas oficiais no dia em que a Operação da Polícia Federal foi deflagrada. Confira as notas na íntegra: SINDICARNE E ACAV: O Sindicato das...

Faesc, Sindicarne e Acav emitiram notas oficiais no dia em que a Operação da Polícia Federal foi deflagrada. Confira as notas na íntegra:

SINDICARNE E ACAV:
O Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (SINDICARNE) e a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), em face da deflagração da “Operação Carne Fraca”, vem a público para manifestar:
A indústria brasileira de carne e, em especial, a indústria catarinense, atingiram nas últimas décadas um elevado nível de segurança e qualidade em sua operação, condição internacionalmente admirada e reconhecida.
Os padrões de biosseguridade, os avanços genéticos e a atenção extrema à sanidade e ao manejo fizeram da nossa produção agropecuária uma das mais seguras de todas as cadeias produtivas, graças ao empenho e profissionalização dos produtores rurais e aos pesados, intensos e contínuos investimentos das agroindústrias.
As indústrias brasileiras e catarinenses de carnes, notadamente as de aves e suínos, adotam o que há de mais avançado em máquinas, equipamentos, processos e recursos tecnológicos, assegurando alimentos cárneos confiáveis e de alta qualidade.
Por outro lado, sistemas de controle de qualidade das próprias indústrias e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) eliminam a possibilidade de erros ou de não-conformidades.
Essas características permitiram à agroindústria brasileira e catarinense exportar carne para mais de 160 países, entre eles, os mais exigentes do planeta em termos de qualidade e sanidade.
É necessário compreender a dimensão, a complexidade e o elevado grau de desenvolvimento desse importante setor da indústria nacional para considerar que os fatos apurados pela Polícia Federal são isolados e representam lamentáveis exceções dentro da cadeia produtiva.
O compromisso supremo das indústrias de alimentação é a oferta de proteína segura e de qualidade para a nutrição das pessoas e das famílias. Por isso, o SINDICARNE e a ACAV defendem a rigorosa apuração dos fatos e a exemplar punição daqueles que atuaram fora dos padrões exigidos.
Jamais pactuaremos com o erro e a omissão. Nosso compromisso é com a segurança alimentar da população.

Florianópolis, 17 de março de 2017.

Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (SINDICARNE)
Associação Catarinense de Avicultura (ACAV)

 

FAESC:
Em face da “Operação Carne Fraca”, deflagrada pela Polícia Federal na sexta-feira (17), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) vem a púbico para condenar veementemente as ações criminosas praticadas por funcionários de alguns dos maiores frigoríficos do País mancomunados com fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura.
A venda e o uso de carnes sem as condições adequadas de consumo humano no processamento de produtos industrializados é um crime contra a saúde pública que deve ser rigorosamente apurado e, seus autores, penalizados.
Essa conduta ilícita causa prejuízos à imagem do Brasil e pode criar embaraços junto aos mercados mundiais duramente conquistados nas últimas décadas através de esforços dos produtores rurais e das agroindústrias.
A FAESC entende que Santa Catarina e o Brasil possuem as mais avançadas cadeias produtivas de carnes, com base numa agropecuária sustentável e uma indústria moderna. Os crimes investigados pela Polícia Federal representam uma excepcionalidade que deve ser reprimida com a força da lei.
A FAESC lamenta que os produtores rurais, cuja contribuição ao desenvolvimento nacional é imensa, possam ser prejudicados com esses atos criminosos, justamente eles que geram emprego, renda e alimentos de qualidade para a população.
Confiamos na ação dos órgãos competentes para a elucidação dos fatos e a adoção de medidas para que nunca mais se repitam.
Florianópolis, 17 de março de 2017.
José Zeferino Pedrozo
Presidente


 

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