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Postado em 05 de Março às 13h25

IC Agro fecha o ano em 100,3 pontos e níveis de confiança sobem com resultado

  • Mercoagro – Edição 2018 -

O Índice de Confiança Agropecuária (IC Agro) terminou 2017 com os níveis de otimismo
mais elevados que nos últimos anos, isso porque o último trimestre alcançou 100,3 pontos, um avanço de 1,2 em relação ao período anterior. A metodologia utilizada para avaliação aponta que o balanço positivo é considerado acima de 100 pontos.
O estudo é feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp, São
Paulo/SP) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB, Brasília/DF). "Esse resultado sinaliza uma recuperação dos ânimos que haviam esfriado ao longo do ano, principalmente entre os produtores agrícolas e os fabricantes de insumos. Entre os pecuaristas e as indústrias de forma geral, o nível de desconfiança continuou maior", conta o gerente do Deagro da Fiesp, Antonio Carlos Costa.
A partir dos resultados, conclui-se que o entusiasmo seja maior entre os agricultores do que entre os pecuaristas. No primeiro caso, o índice subiu 11,1 pontos, chegando a 104 pontos. "A recuperação dos preços de commodities como soja e milho, nos últimos três meses de 2017, ajuda a explicar um pouco o aumento no otimismo. Outro destaque é o humor dos produtores em relação ao crédito agrícola, que está num dos melhores níveis da série histórica", revela o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas.
O crescimento também deixou otimista o produtor agropecuário, que fechou o ano com
101,8 pontos, tendo uma alta de 8,6 pontos em relação ao terceiro trimestre de 2017. Esse foi o único período do ano em que o índice fechou de forma positiva.
Entre os pecuaristas a confiança segue estável. O indicador desse grupo subiu 0,9 ponto,
fechando o ano em 95,1 pontos. A falta de ânimo em relação aos custos de produção pesou para manter o indicador num patamar baixo, o que era de se esperar diante do aumento nos preços de insumos importantes, como é o caso do milho, ao longo do segundo semestre de 2017. Outro aspecto no qual houve perda de confiança foram os preços, nesse caso a queda foi mais acentuada entre os produtores de leite do que entre os pecuaristas de corte.
ANTES E DEPOIS DA PORTEIRA
A queda de 4 pontos na confiança da indústria, para 99,3 pontos em relação ao terceiro
trimestre de 2017, não significa necessariamente um esfriamento geral dos ânimos, pois o
resultado foi influenciado por segmentos específicos depois da porteira, como as empresas de trading e logística, atividades nas quais as margens de lucro foram pressionadas nos últimos tempos. Entretanto, a maioria dos setores que compõem esse grupo apresentou maior confiança em relação ao trimestre anterior. Já a indústria antes da porteira apresentou avanço de 0,4 ponto, para 105,2 pontos no encerramento do ano, mantendo-se estável.
"Os resultados do indicador refletem em boa parte o que aconteceu ao longo do ano. No segundo trimestre, os produtores foram mais reticentes em avançar com as negociações de fertilizantes e defensivos, num momento em que os preços das principais commodities agrícolas, como a soja e o milho, estavam em baixa. Do terceiro trimestre em diante, porém, a comercialização de insumos se normalizou, diante de uma recuperação gradual nas cotações e um clima favorável ao desenvolvimento da safra de verão", conclui Costa.
Fonte: Fiesp, adaptado pela equipe feed&food

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