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Postado em 08 de Dezembro de 2017 às 17h10

JBS está se tornando companhia de valor agregado

    O presidente global de Operações da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou que a companhia
    está passando por uma “transformação silenciosa, de uma empresa de proteína para uma de valor agregado”, disse, durante o JBS Day, realizado em São Paulo. Segundo o executivo, nos últimos anos, a JBS se diversificou e aumentou seu footprint (presença da marca) global. “O footprint que temos hoje dificilmente será replicado. Nosso poder de portfólio faz uma diferença importante na competitividade da empresa”, disse. “A empresa é robusta e apresentou bons resultados mesmo com todo o barulho deste ano”, disse. Agora, segundo Tomazoni, o plano de longo prazo é transformar a empresa em uma companhia de valor agregado. “Temos três grandes focos: geração de caixa, desalavacangem e redução de custo de capital”, disse.
    Na questão de custos, ele ressaltou que há limites, já que envolve questões como o preço
    dos grãos. Em relação à desalavancagem, o executivo disse que a empresa vai trabalhar com disciplina e capex. “Vamos usar a capacidade disponível que temos e teremos um rigor muito grande em investimento”, disse. “Para o crescimento, o foco está dado em inovação e em algumas atividades que se fazem necessárias para complementação de mix. Temos capacidade ociosa em muitas operações”, afirmou.
    Tomazoni citou que o acesso a mercados internacionais vai ajudar a empresa ter um custo
    de capital menor. Além disso, há a estratégia de preços e expansão de margens. “Tantos nos produtos processados, como in natura”, disse.
    Sobre a Seara, a divisão de carnes de frango e suína no Brasil da empresa, Tomazoni
    disse que a perspectiva é que o preço dos grãos - principal insumo da cadeia - deve se manter estável no próximo ano, com o valor médio do milho em cerca de US$ 3,4/bushel, por causa dos estoques de passagem confortáveis nos principais países produtores.
    A oferta de carne de frango deve permanecer controlada no Brasil e o consumo doméstico
    está se recuperando. Ele aposta também no crescimento das exportações da proteína de aves pelo Brasil. “Um dos grandes mercados é a China, que teve problema de influenza aviária, o que favorece fortemente as exportações brasileiras”, disse. Para impulsionar o comércio internacional, a empresa está adotando parcerias estratégias, em vez de abrir distribuições, o permite que trabalhe com níveis de estoques menores, segundo o executivo.

    “Em Seara, o foco é não baixar preço, é lançar produto que suba o preço médio e
    margens”, acrescentou e disse que a marca está crescendo. “Estamos aumentando a penetração que hoje está em 76% dos lares”, garantiu.
    A divisão de carne bovina no Brasil deve ser favorecida por um momento positivo para a
    pecuária no País, com aumento da oferta de animais e expansão das exportações, o que pode sustentar a recuperação da participação no mercado e da produção, que a JBS perdeu ao longo deste ano. “A divisão de carne bovina foi a que mais sofreu com os eventos do ano”, disse, em referência às operações da Polícia Federal. “Vamos agora buscar uma normalização de nível de produção e recuperar share no mercado interno e externo”, disse. 

    Fonte: Broadcast Agro/Avicultura Industrial

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