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Postado em 27 de Outubro de 2017 às 13h19

Maggi assina protocolo para agilizar importação de insumos agropecuários

Agroindústria (26)Notícias (45)

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, assinou nesta quarta-
feira (25/10), no Porto de Santos (SP), protocolo para que empresas importadoras de insumos
agropecuários adotem o sistema Operador Econômico Autorizado (OEA-Agro). Criado pela
Receita Federal, o OEA simplifica, agiliza e garante previsibilidade para a internalização de
produtos.
As indústrias beneficiadas são a Basf, Bayer, Adama, DuPont e Ihara, que operam no porto
de Santos. Em seguida, o Sistema será adotado nos terminais marítimos de Paranaguá (PR) e do
Rio de Janeiro. Após a assinatura do documento, Maggi disse que o papel do Ministério é ser “um
agente facilitador da agricultura”.
O objetivo do acordo é desburocratizar e racionalizar a fiscalização dos insumos, com
redução do custo operacional no setor produtivo. As cinco empresas são representadas pelo
Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal. A cooperação envolve também
a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), por meio da Coordenação-Geral de Vigilância
Agropecuária Internacional (CGVIGIAGRO) e do Departamento de Fiscalização de Insumos
Agrícolas (DFIA).
“O rigor da inspeção será mantido. Só que a fiscalização será realizada de modo mais
eficiente, com amostragem baseada em sistemas de inteligência e parametrização”, explicou Luis
Rangel, secretário de Defesa Agropecuária. Rangel lembrou a importância da integração de todos
os órgãos de governo nesse sistema para viabilizar a desoneração.
O ministro também assinou Instrução Normativa aprovando novo regramento para o
Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) nos portos e fixando procedimentos
administrativos e operacionais de controle e de fiscalização, de comércio e de trânsito
internacional de produtos agropecuários.
Maggi lembrou ainda a Portaria 127, editada na semana passada pela Secretaria de Defesa
Agropecuária (SDA), que suspende a realização de tratamento quarentenário (fumigação)
obrigatório de cereais, grãos leguminosos e sementes de algodão destinados à exportação. O
tratamento dos produtos passa a ser feito apenas quando há essa exigência dos importadores.
Essa medida operacional desonera as exportações de grãos.
PLATAFORMA
O ministro também anunciou o início da construção de nova plataforma tecnológica para
gerenciamento mais eficiente das ações de fiscalização e de controle de milhares de operações de
importação e exportação de produtos agropecuários, realizadas nos portos, aeroportos, postos de
fronteira e aduanas especiais. Em setembro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
repassou cerca de R$ 3 milhões para o projeto. Os trabalhos devem ser iniciados nos próximos 30
dias.
O novo sistema dispõe de interface para dispositivos móveis, integrado com os sistemas
Mapa, com o Portal Único do Comércio Exterior e é operado pelos Departamentos e
Superintendências Federais da Agricultura (SFA) e pelo Vigiagro. O trabalho será realizado em
parceria com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), vinculado ao
Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Fonte: MAPA

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