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Postado em 07 de Março às 10h29

Mercado do boi gordo tende a se recuperar em 2018 mesmo com eleições e copa

  • Mercoagro – Edição 2018 -

A expectativa para recuperação após o carnaval é alta em todos os setores, mas
especialmente esse ano, dois fatores podem desestruturar o Brasil economicamente: as eleições e a copa do mundo. As cotações do boi gordo têm seguido estáveis e com vendas desaceleradas até o momento, com recuo de 0,7% nos valores no bimestre de 2018.
Ainda assim, o setor segue com expectativa positiva de desenvolvimento econômico. O
Banco Central do Brasil (Brasília/DF), por meio do relatório Focus divulgado na última semana, indica uma melhoria nas projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano.
Atualmente a expectativa está em 2,90% e se mantém em uma constante melhoria há três
semanas, como informa o médico-veterinário, Hyberville Neto, em análise publicada pela Scot Consultoria (Bebedouro/SP).
A oferta das diferentes categorias de bovinos para reposição deve ter uma alta, como efeito da retenção de vacas e novilhas entre 2014 e 2016, além do provável descarte maior de fêmeas.
Para classificar os anos, o critério utilizado foi a participação de fêmeas nos abates, frente ao ano anterior.
"O período mais próximo das eleições e a copa do mundo, em maior ou menor grau,
também ajudam o consumo. Há possibilidade que seja um momento interessante no mercado físico, com preços futuros abrindo oportunidades de trava", reitera Neto.
O médico-veterinário também acredita que em relação à cria houve uma redução da
rentabilidade, o ano deve registrar um aumento da oferta de fêmeas para abate, que normalmente chegam ao gancho em maior volume em março e maio. "Vale lembrar que as cotações, por serem livres de Funrural, tiveram um ajuste positivo devido à mudança da alíquota usada no início do ano. Sem esse ajuste, o recuo teria sido levemente maior", ressalta.
Do ponto de vista histórico, o contrato de maio apresenta um cenário mais interessante
para usar ferramentas de garantia de preços. Para outubro e novembro o cenário já estava mais próximo da movimentação média dos anos de descarte. Após a desova de final de safra e venda maior de fêmeas, com a lacuna de oferta entre os meses de junho e julho, que tipicamente é observada antes do volume de boiadas de confinamento chegar, é possível que o mercado ganhe força.

Fonte: Scot Consultoria, adaptado pela equipe feed&food

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