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Postado em 31 de Agosto de 2016 às 17h46

No acumulado do ano, exportações de carne suína crescem 42,2%

De janeiro a julho deste ano, as exportações brasileiras de carne suína totalizaram 413,3 mil toneladas, aumento de 42,2% sobre o resultado obtido em igual período de 2015. As informações foram divulgadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Em relação ao mês de julho, houve queda de 3,6% no total embarcado, chegando a 60,1 mil toneladas. O resultado negativo do mês passado interferiu no saldo cambial, que teve recuo de 23,5% na comparação com julho/15, chegando a US$ 121,5 milhões. Já no acumulado do ano, os embarques totais do segmento chegaram em 2016 a US$ 755,3 milhões, número 6,2 % acima do alcançado no ano anterior.

Dentre os destinos de exportação, a Rússia segue na liderança com 17,1 mil toneladas embarcadas - 50% a menos em relação ao mesmo período de 2015. No ano, o resultado ainda é positivo em 4%, com 136 mil toneladas embarcadas entre janeiro e julho deste ano – o equivalente a 33,3% do total embarcado pelos portos brasileiros no ano.

Novamente figurando como segunda maior importadora mensal de carne suína do Brasil, a China importou no mês passado 13,1 mil toneladas – contra 356 toneladas em julho de 2015. O país foi responsável por 22,2% do total embarcado pelo Brasil no sétimo mês de 2016. No ano, o mercado chinês segue como terceiro maior destino, com 54,6 mil toneladas embarcadas entre janeiro e julho – frente a 662 toneladas efetivadas no mesmo período do ano passado. O saldo representa 13,4% do total embarcado pelo Brasil.

Também em um momento aquecido, os embarques para Hong Kong apresentaram elevação de 23% em julho - com 11,5 mil toneladas exportadas – e de 58% no acumulado dos sete primeiros meses do ano – com 98,2 mil toneladas embarcadas, o equivalente a 24% de tudo o que o Brasil exportou no período.

“Há uma reconfiguração na participação dos mercados sobre o saldo geral. Antes responsável por quase metade de tudo que exportávamos, a Rússia, mesmo elevando suas compras, importa o equivalente a um terço do total do ano. Em sentido contrário, China e Hong Kong incrementaram suas importações, assim como outros mercados da Ásia e América do Sul como Chile, Argentina, Uruguai e Singapura. O setor hoje é menos dependente das vendas para o Leste Europeu”, disse, em nota, Ricardo Santin, vice-presidente de mercados da ABPA.

Fonte: CNA Brasil 

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