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Postado em 01 de Março às 13h23

Pecuária tem aumento de 80% na produtividade nos últimos 40 anos

  • Mercoagro – Edição 2018 -

Mais de 80% do crescimento da produção agropecuária no Brasil nos últimos 40 anos vem
de ganhos na produtividade. O crescimento, segundo especialistas, é consequência
principalmente de investimentos em pesquisa e desenvolvimento. O setor pecuário se destaca com um aumento de 1,8 milhão de toneladas para 7,4 milhões. A quantidade de suínos cresceu de 500 mil toneladas para 3,7 milhões e, de frango, passou de 373 mil toneladas para 13,23 milhões, neste período.
O estudo, que teve a colaboração de servidores do departamento do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF) e de pesquisadores do Centro de
Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP, Piracicaba/SP), foi realizado em nove Estados brasileiros, sendo eles o Pará, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul.
O período escolhido pelos especialistas foi de 1975 a 2016, pois relata momentos
importantes do setor, como o surgimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa, Brasília/DF), em 1972. O estudo também levou em consideração os momentos
econômicos do País, como o auge e o declínio da política de subsídios agrícolas, a abertura
econômica, a partir dos anos 1980, os planos de estabilização, de 1986 a 1994, entre outros
fatores que foram parte da construção da produtividade.
De acordo com o autor do estudo e coordenador geral de Estudos e Análises da Secretaria
de Política Agrícola do MAPA, José Garcia Gasques, os resultados de produção de grãos levaram o País a tornar-se um grande produtor de alimentos. “Somos um dos maiores produtores e exportadores de carnes”, afirma. Isso se deve ao aumento de produtividade do setor, cuja média de 3% ao ano, nos últimos 40 anos, situa-se entre as maiores do mundo, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, Washington/USA).
POSSÍVEIS RESPONSÁVEIS
A expansão da produção é atribuída em boa parte à melhoria no uso de insumos com
efeitos diretos sobre a produtividade. O consumo de fertilizantes passou de dois milhões de toneladas, em 1975, para 15 milhões de toneladas, em 2016. O uso de defensivos agropecuários de forma preventiva ou curativa também evitou perda de produtos.
Entre os indicadores de produtividade (mão de obra, terra e capital), o maior crescimento do uso desses fatores tem ocorrido no capital. Para Gasques, o resultado do estudo reflete o que tem sido feito em pesquisa e no uso de novos sistemas de produção, entre eles, o plantio direto e a integração de sistemas produtivos, que trouxeram aumento expressivo na produtividade de produtos, como soja, milho e algodão.

Fonte: MAPA, adaptado pela equipe feed&food

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