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Postado em 24 de Outubro de 2017 às 16h35

SC apresenta a outros Estados um reforço no plano de emergência avícola

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Santa Catarina desfruta da melhor condição sanitária do Planeta, livre das doenças que
afetam centenas de países e comprometem a saúde animal de várias espécies. O preço desse
status é a eterna vigilância, por isso, agroindústrias, governo e produtores rurais atuam em
conjunto para evitar e controlar qualquer ocorrência que possa afetar a segurança sanitária por
meio do Plano de Emergência Avícola.
Criar uma estrutura operacional e logística para o extermínio rápido de grandes plantéis de
aves, em eventuais casos de ocorrências sanitárias, é uma exigência do plano de emergência
avícola que todos os Estados devem ter. Trata-se de um cenário hipotético que deve ser
imaginado como possível para que todas as ações de intervenção, correção e controle sejam
previstas e estruturadas. Assim, se ocorrer, a cadeia produtiva estará equipada para reagir com
rapidez e eficiência.
Nesta semana, em Concórdia, a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) apresentou
a representantes de entidades de defesa sanitária de Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná,
além da Associação Brasileira da Proteína Animal (ABPA), um novo instrumento para entrar em
operação no caso de uma emergência avícola. É uma máquina fabricada nos Estados Unidos – a
AVI Foamguard ST3, da marca Kifco – cuja finalidade é eliminar lotes de aves de forma
operacionalmente rápida, biologicamente segura e gerencialmente eficaz.
A máquina emite uma espuma atóxica e biodegradável que permite eliminar rapidamente e
sem dor, grandes plantéis – mais precisamente, 1.000 aves por minuto – e preservar as condições
sanitárias de toda a cadeia produtiva. É a primeira do país e sua demonstração foi feita sem o
emprego de aves na Granja Salvin, área rural de Concórdia.
“O maior patrimônio da cadeia industrial avícola de Santa Catarina, considerada a mais
avançada do país, é seu status sanitário”, realça o diretor executivo da ACAV Ricardo de
Gouvêa. A aquisição do equipamento foi motivada pela consciência preservacionista. Nesse
aspecto essencial reside a importância em adquirir e incorporar um equipamento de proteção e
controle sanitário inédito no Brasil e de tecnologia avançada.
Os elos da cadeia produtiva – criadores, indústrias, técnicos – preparam-se para um evento,
trabalhando intensamente para que ele, na realidade, jamais aconteça. Os participantes da
demonstração avaliaram como uma avançada ferramenta, extremamente útil dentro do plano de
emergência avícola. “uma questão de segurança nacional” em razão de sua expressão econômica
e social.
De acordo com Gouvêa, a iniciativa da ACAV, instituição que reúne os principais
conglomerados agroindustriais de aves, é colocar em ação esse moderno equipamento nos casos
em que a eliminação total de plantéis de aves torna-se imperiosa para garantir a sanidade do
setor.
COMO FUNCIONA
O equipamento, que custou cerca de R$ 200 mil, funciona sobre uma plataforma móvel,
podendo ser deslocado em um caminhão ou puxado por reboque. Sua finalidade é eliminar lotes
de aves que apresentam alguma ocorrência sanitária de forma rápida, eficaz e segura. Emprega
uma tecnologia que combina água com um composto de alta capacidade espuminógena.
À medida que emite espuma no ambiente, o dispositivo vai se movendo em direção ao
conjunto principal, ao qual está ligado por uma mangueira que serve como tração e duto para
água e outros elementos que formam a espuma atóxica e biodegradável.
A espuma, em razão do tamanho de suas bolhas, impede a troca de gases pelas aves, que
morrem asfixiadas, porém sem sofrimento. Em apenas 15 minutos, a máquina elimina 15.000

InformaçãoJornalística

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frangos alojados em um aviário padrão de 100 metros de comprimento por 12 de largura. Em 30
minutos elimina 30.000 aves em um grande aviário.
A máquina de espuma permanecerá baseada na cidade de Concórdia, mas estará
disponível para uso em qualquer município do Estado de Santa Catarina. Em três a cinco horas
será possível deslocar-se para qualquer ponto do território barriga-verde para ser utilizado em
situações em que houver a necessidade de eliminação de aves em grande quantidade,
controlando evento sanitário ou epizootécnico.
O equipamento não combate nenhuma patologia em particular, mas, entrará imediatamente
em operação quando houver necessidade de controle sanitário.
EXPRESSA
O diretor executivo da ACAV Ricardo de Gouvêa explica que a gigantesca dimensão da
cadeia produtiva catarinense – a segunda maior do país – torna necessário esse equipamento.
Santa Catarina abate cerca de 1 bilhão de aves por ano, criadas por 10 mil avicultores do sistema
de integração agroindustrial.
– “Se houver necessidade de eliminar alguns plantéis por motivos sanitários, estaremos
lidando com milhares e, talvez, milhões de frangos que seriam abatidos nos próprios
estabelecimentos rurais. Isso não pode ocorrer de modo manual e improvisado, mas de forma
científica e humanizada”, explica Gouvêa.
A preocupação máxima da Associação Catarinense de Avicultura é o absoluto controle
sanitário em face da importância econômica, social e humana da avicultura para Santa Catarina e
o Brasil.

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