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Postado em 23 de Novembro de 2017 às 13h37

Secretaria da Agricultura comenta sobre o embargo russo à carne suína do Brasil

  • Mercoagro – Edição 2018 -

Como maior exportador de carne suína do país, Santa Catarina ainda analisa as
conseqüências da decisão do Serviço Federal Sanitário e Fitossanitário da Rússia sobre a
suspensão da importação de carne suína produzida no Brasil, devido à presença de ractopamina e
outros estimulantes para o crescimento muscular dos animais.
O uso de ractopamina é permitido no Brasil e nos Estados Unidos, porém proibido na
Europa e na Ásia. Para evitar qualquer tipo de contaminação, o Brasil utiliza o sistema de
segregação de suínos para exportação de carne para a Rússia e Japão, por exemplo.  Ou seja, os
suínos recebem outro tipo de ração e são criados em outros locais, não tendo contato com os
animais que serão destinados para mercados que permitem o uso da substância.
O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, ressalta que o sistema
catarinense de produção de carnes é extremamente confiável, tanto que o estado tem acesso aos
mercados mais exigentes do mundo, e passa constantemente por auditorias do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e também da Companhia Integrada de
Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). “Nós demoramos muito para conquistar os
mercados que temos hoje e tomamos todo cuidado para atender todas as exigências
internacionais. Estamos ansiosos por mais informações para que possamos averiguar a denúncia
da Rússia”, ressalta.
Normalmente já há uma queda nas vendas para a Rússia a partir de novembro, afinal, com
o início do inverno, os portos russos congelam e praticamente não acontecem mais embarques de
carnes para o país. As vendas então retornam em fevereiro. “Nossas indústrias estão preparadas
para a diminuição nas vendas para a Rússia nesse período e, com o aquecimento na economia
brasileira, nossa expectativa é ampliar as vendas no mercado interno. Mas é importante esclarecer
que o Estado ainda não recebeu nenhuma notificação das autoridades russas sobre a suspensão
de importação e nem mesmo sobre a contaminação nas carnes vendidas”, afirma Sopelsa.
Até o momento as autoridades russas não divulgaram a origem da carne contaminada com
ractopamina, nem os exames laboratoriais que comprovam a presença da substancia. Na tarde
desta terça-feira (21), o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério
da Agricultura solicitou ao Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia que
envie os certificados do serviço de inspeção e os laudos laboratoriais indicando a presença do
estimulante de crescimento para que, assim, possa fazer uma investigação interna. Os
documentos já estão sob posse da embaixada brasileira em Moscou e devem ser enviados ao
Brasil nessa semana.
A Rússia é um importante mercado para a suinocultura catarinense e responde por 39,6%
do total exportado pelo estado este ano. De janeiro a outubro, Santa Catarina embarcou 92,6 mil
toneladas para a Rússia, faturando mais de US$ 246 milhões.
Santa Catarina é o maior produtor nacional de suínos com 969 mil toneladas produzidas em
2016, sendo que 28,3% desse total são destinados para a exportação. Os principais mercados
internacionais para a carne suína catarinense são: Rússia, China e Hong Kong.
 
 
Fonte: Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca

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