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Postado em 21 de Fevereiro às 11h09

Suínos: mudanças em inspeção propostas pelo USDA geram críticas

  • Mercoagro – Edição 2018 -

A proposta do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de alterar regras
de inspeção de unidades de processamento de carne suína e permitir um maior ritmo de abate de animais vem gerando críticas de grupos de defesa do consumidor e de segurança alimentar. De acordo com as regras propostas pelo USDA no mês passado, o limite máximo de abate passaria de 1.106 para 1.295 animais por hora. O novo sistema também deslocaria inspetores do USDA da linha de processamento de carcaças para outras posições nas unidades. Isso, segundo a agência, daria aos fiscais uma melhor visualização das práticas de segurança alimentar.
Grupos de defesa do consumidor questionam se as companhias vão conseguir garantir um
produto próprio para o consumo enquanto funcionários assumem tarefas que antes eram
reservadas a fiscais do USDA. Ao mesmo tempo, grupos de defesa dos direitos dos trabalhadores alegam que um ritmo maior de abate vai exigir ainda mais dos funcionários, cujas tarefas já são difíceis e perigosas.
Empresas processadoras de carne e o USDA dizem que as propostas têm como objetivo
aproveitar melhor os fiscais e a capacidade das unidades sem comprometer a segurança
alimentar. Algumas companhias defendem ainda que unidades mais eficientes podem significar preços mais baixos de carne suína para consumidores. Mudanças similares foram adotadas pela indústria de carne de frango em 2014, e autoridades afirmam que também podem chegar à inspeção de carne bovina.
“Podemos usar de forma muito mais eficiente os funcionários que temos”, disse Paul Kiecker, administrador interino do escritório de segurança alimentar do USDA. Segundo ele, as mudanças permitiriam que os fiscais realizassem outras tarefas, como a inspeção sanitária das unidades de processamento. A agência considera isso mais eficiente para promover a segurança alimentar do que deixar fiscais em pontos específicos nas linhas de processamento de carcaças.

Fonte: Dinheiro Rural

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