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Postado em 23 de Agosto às 11h43

URT promoverá tecnologias para pecuária sustentável

  • Mercoagro – Edição 2018 -

A Unidade de Referência Tecnológica (URT) do Instituto de Zootecnia (IZ), da Secretaria de
Agricultura do Estado de São Paulo, lançada na última semana, tem como objetivo difundir os sistemas de produção e tecnologias para contribuir com a evolução da pecuária sustentável.
A fundação vai mostrar uma vitrine tecnológica com viabilidade econômica, combinando os sistemas de Integração Lavoura Pecuária e Floresta (ILPF) e Produção Intensiva de Bovinos de Corte e fomentará o aumento da produtividade e renda do produtor rural e a geração de empregos.
“As parcerias com o setor produtivo são fundamentais para a concretização desse projeto,
integrando o conhecimento das instituições e aproximando o produtor das novidades da
pesquisa”, afirma a diretora geral do IZ, Renata Helena Branco Arnandes.
O projeto tem duração de 12 anos e tem um custo estimado em R$ 3 milhões. A expectativa é que nessa área, que contém 42 hectares, sejam apresentadas oportunidades de uso eficiente do solo, considerando a recuperação de áreas degradadas ou em degradação e a renovação de áreas.
Além disso, a área poderá ser visitada o ano todo, com possibilidades de realização de dias de campo e treinamentos, além da divulgação sobre os resultados para o mercado. Entre o público-alvo da URT estão: empresários, executivos, lideranças, gestores de propriedades rurais, técnicos, profissionais e estudantes, entre outros importantes representantes dos setores envolvidos com o agronegócio.
“Além de considerarmos os benefícios econômicos, o sistema também apresenta vantagens
ambientais, pois a precocidade na produção do gado garante maior produtividade na mesma área”, diz Arnandes sobre a redução de custos e uma produção mais rápida e o consumidor, uma carne de melhor qualidade.
O trabalho de pesquisa buscará avaliar e identificar os sistemas integrados de produção em suas diferentes formas, com implantação e condução de arranjos produtivos para explorar sinergismos e propriedades emergentes nos compartimentos solo, plantas, animais e ambiente, demonstrando viabilidade técnica e econômica, bem como benefícios ecológicos e ambientais.
“O uso dos sistemas integrados permite a produção de alimentos de origem animal e vegetal, na mesma área e em único ano agrícola, tendo como benefícios as melhorias físicas, químicas e biológicas do solo, a intensificação da produtividade vegetal e animal, a mitigação de gases de efeito estufa, a racionalização do uso de defensivos e fertilizantes, além de possíveis vantagens econômicas, pautadas na diversificação de renda e no menor risco de flutuações de mercado”, detalha Arnandes.

Outro ponto destacado é em relação à demonstração aos produtores rurais da importância de incluir culturas anuais ou de ciclo longo em áreas exclusivas para pastagem, como a inserção de soja e eucalipto. A expectativa é que sejam avaliados na URT sistemas de sucessão de culturas.
Fonte: SAA, adaptado pela equipe feed&food
Foto: Reprodução

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