de 15 a 18

de setembro de 2020
Chapecó - SC - Brasil

de 15 a 18 de setembro de 2020 - Chapecó - SC - Brasil

Notícias

Mudança no perfil dos consumidores exige nova regulamentação do rebanho de angus no país

Mudança no perfil dos consumidores exige nova regulamentação do rebanho de angus no país
15/Agosto/2019
Compartilhar:

O Brasil fechou o primeiro semestre de 2019 com 828.669 toneladas de carne bovina exportada, um aumento de 27% comparado ao primeiro semestre de 2018. Somente em junho as exportações de carne bovina in natura e processada foram de 134.377 toneladas, representando crescimento de 107% em comparação com igual mês de 2018. Os dados levantados pela Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos) comprovam que a qualidade da carne bovina brasileira é competitiva nos principais mercados mundiais.

E se o mercado de proteína animal tem sobrevivido em meio à crise econômica dos últimos anos, o mesmo aconteceu com a carne Angus – para se ter uma ideia, a participação em restaurantes desse tipo de carne cresceu 20% em 2018, de acordo com dados da Associação Brasileira de Angus.

Exigência dos consumidores aponta novos caminhos

Nos últimos anos, as mudanças no perfil e nos hábitos de consumo dos brasileiros têm norteado o esforço das empresas no que tange a sustentabilidade, a preservação de recursos, e a origem dos alimentos.

Para se ter uma ideia da mudança de mentalidade do consumidor brasileiro e da necessidade do mercado Angus em atestar qualidade e origem dos produtos, uma pesquisa realizada com consumidores do país revelou que, no momento de compra, mais de 80% das pessoas considera relevante a presença de selos e outros indicadores sustentáveis na embalagem dos produtos.

Isso aponta claramente que, mais do que fazer, as empresas precisam atestar e mostrar como lidam com questões relacionadas ao meio-ambiente e sustentabilidade. No mercado de proteína animal, questões complexas envolvendo o impacto ambiental da criação pecuária precisam ser tratadas –até para que haja a sustentabilidade do negócio a longo prazo.

Autorregulação: um importante aliado para o crescimento do mercado

Em um mercado com uma expansão tão intensa, é necessário que haja regulamentação para garantia de qualidade – e a autorregulação é um caminho viável para este crescimento sustentável. Essa tem sido a trajetória do mercado de Angus no Brasil, que criou um selo destinado ao setor, em uma iniciativa liderada pela Associação Brasileira de Angus.

Itens como sustentabilidade na criação do rebanho e biossegurança estão sendo cada vez mais apreciados pelos mercados nacionais e internacionais. E devido à demanda dos consumidores, as empresas estão em busca de certificações que garantam cada vez mais confiança, em todas as etapas das negociações.

Parâmetros como a sanidade e bem-estar do animal em sua criação, responsabilidade social e rastreabilidade também fazem a diferença em mercados mais exigentes, como por exemplo, a União Europeia.

O protocolo para certificação exige que sejam adotadas medidas para evitar que os animais sofram ou se encontrem em situação de stress, possuir controle ou registros de entrada e saída de animais, descarte correto de embalagens vazias de defensivos, garantia de não contratação de trabalho infantil e escravo, preservação de nascentes e reserva naturais.

Todos os agentes envolvidos se beneficiam ao assegurar a qualidade de produtos agropecuários, tanto no comércio interno quanto externo. A certificação atende um segmento crescente de consumidores que exigem e valorizam, além de uma carne de qualidade, também a responsabilidade com o meio ambiente, além das práticas sustentáveis, manejo adequado do meio ambiente e sem agredir nascentes e rios.

É a partir de iniciativas como essa que o mercado vai desenhando suas próprias regras, e garantindo a qualidade do produto. Mais do que isso, essas ações são o sinal verde da continuidade dos negócios a longo prazo.

Por: Guilherme Beil Amado é Coordenador Geral de Operações na TÜV Rheinland Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio