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Boas práticas para o bem-estar na suinocultura

Boas práticas para o bem-estar na suinocultura
01/Abril/2020
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A transição do sistema de gestação individual para a coletiva é uma demanda de mercado, com a qual o setor produtivo precisa se ajustar em favor da sobrevida de seu negócio. E ainda que se trate de uma mudança sem volta, ela representa uma oportunidade para a suinocultura brasileira demonstrar seu dinamismo frente a este novo desafio.

A mudança do manejo da gestação individual para um sistema de alojamento coletivo tem sido exigida em muitos países por meio de normativas de proteção e de bem-estar dos animais. Este sistema produtivo tornou-se uma premissa para a produção de suínos, tendo-se estabelecido datas limites em diversos países para que seja realizada a conversão das unidades antigas, além da proibição da construção de novas granjas que utilizam o sistema de alojamento individual.

Mesmo sem uma normativa que trate do tema, no Brasil o posicionamento das empresas processadoras de carne suína é influenciado pelo mercado, que de forma proativa vem aderindo gradativamente ao sistema de alojamento coletivo. Até o momento, a migração de sistema no Brasil já recebeu a adesão das maiores empresas nacionais do ramo alimentício. Estas, comprometeram-se publicamente com a substituição do sistema de alojamento contínuo de matrizes suínas em celas pelo uso de baias coletivas. Esta mudança contempla suas próprias granjas e também as de seus parceiros integrados ou cooperados. O prazo estabelecido de forma voluntária para o cumprimento da transição foi 2025-2026.

Granjas novas e adaptadas

Diante da necessidade de se adotar o sistema de alojamento coletivo, o produtor terá duas opções: adaptar as unidades ainda em operação ou construir novas unidades a partir de um projeto integralmente concebido para esse sistema produtivo. Essa decisão deverá ser tomada de acordo com critérios como: vida útil da granja atual e amortização do investimento já realizado, prazo de conversão determinado pelo mercado, produção esperada e o custo de um projeto totalmente novo diante do tempo de amortização. Vale considerar que, embora o investimento em um projeto novo seja maior em comparação com a adaptação de uma unidade, os custos se diluem ao longo do período de amortização da granja, que gira em torno de 20 anos.

No caso de se decidir por adaptar granjas em atividade, é preciso remover as celas ou deixá-las abertas, permitindo que as matrizes entrem e saiam quando desejarem. Também é necessário recalcular a produção a partir da área recomendada por matriz, adaptar os pisos e o sistema de escoamento dos dejetos e criar corredores de manejo. Nesta condição, ocorre redução do inventário, mas os impactos na produtividade durante a fase de transição podem ser reduzidos dependendo da capacidade técnica e de gestão da unidade. No contexto brasileiro, a dúvida incide sobre o custo da transição caso mantido o mesmo inventário.

Aspectos comportamentais que afetam os resultados

O ponto-chave para o sucesso do manejo coletivo está em compreender o comportamento normal das matrizes e saber como fornecer as condições apropriadas para os animais, culminando em boas condições de bem-estar e, consequentemente, na expressão de todo seu potencial produtivo.

É essencial compreender alguns aspectos e tomar as medidas necessárias para evitar perdas em decorrência de manejos que não respeitam o comportamento natural dos suínos. Por exemplo, ao agrupar os animais que não se conhecem, eles disputam a liderança entre si, então é preciso se atentar a isso. Também, é importante formar grupos de gestantes por tamanho e ordem de parto para evitar que as fêmeas menores e submissas sofram agressões. E vale frisar ainda que, independente do sistema adotado, uma equipe treinada e capacitada é fundamental para o bom manejo e resultado zootécnico da granja.

Escolha do sistema de alojamento

Na hora de escolher o sistema de alojamento que melhor se adapta à realidade da granja, devem ser consideradas muitas variáveis de ordem prática, estruturais e econômicas. Esta análise pode ser realizada tanto para a adaptação, quanto para a construção de uma nova unidade.

Desse modo, vários fatores devem ser considerados na construção das instalações, entre eles: recursos financeiros, o tamanho do grupo a ser alojado, o tipo de arraçoamento, a disponibilidade de mão de obra, a definição do layout das baias (projeto com áreas de fuga para a formação de grupo menores, baias maiores retangulares ou quadradas), a presença de material de enriquecimento e o sistema de tratamento de dejetos para facilitar a limpeza e qualidade do ar no ambiente.

Para saber mais sobre o conteúdo, acesse o artigo na íntegra.

Artigo produzido pelos seguintes autores: Cleandro Pazinato Dias (e-mail:
cleandropazinato@uol.com.br); Juliana Ribas (e-mail: juliana.ribas@agroceres.com);
Charli Ludtke (e-mail: charli@abcsagro.com.br)

Fonte: feed&food

Foto: Imprensa Cooperalfa

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