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Cresce o consumo de proteína animal durante a quarentena

Cresce o consumo de proteína animal durante a quarentena
24/Abril/2020
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A pandemia de Covid-19 trouxe, junto com os problemas sanitários, um cenário de muitas incertezas no mercado global, e o Brasil não foge à regra. Mesmo assim, o brasileiro médio tende a manter ou aumentar os R$ 1,5 mil que costuma gastar mensalmente em supermercados – este é o valor gasto, em média, por mês, por 45% dos consumidores.

Este foi um dos resultados da pesquisa “Hábitos de Compra de Alimentos em Supermercados”, realizada pela Markenz Consulting entre 27 de março e 13 de abril com 368 participantes de 16 Unidades da Federação (incluindo o Distrito Federal). O objetivo foi mapear possíveis alterações nesses costumes, relacionadas à pandemia. A pesquisa possui nível de confiança de 95% e margem de erro de cinco pontos percentuais.

Intenções de compra

O cenário incerto pode gerar alterações bruscas no comportamento de consumo. De acordo com o levantamento, 85% das pessoas mantiveram ou aumentaram a quantidade de compras em supermercados depois das medidas de mitigação de contágio adotadas, como o distanciamento social.

A pesquisa também mapeou uma projeção do perfil de compra das famílias em relação a proteínas de origem animal para os próximos seis meses: 83% dos entrevistados pensam em manter ou aumentar o consumo desse tipo de produto nesse período.

Comportamento e influências

O preço (20%), a facilidade de preparo (17%) e o valor nutricional (15%) são os critérios que mais influenciam o consumidor na hora de escolher qual proteína animal comprar. Dos produtos de origem animal, as carnes têm movimento destacado nos supermercados, e as preferidas nas gôndolas são a bovina (44%) e a de frango (43%).

De acordo com a pesquisa, a maioria dos entrevistados (56%) pretende consumir carne no almoço em todos os dias da semana. Quanto ao impacto dos ingredientes de cada produto nas decisões de compra, o estudo mostra que o nível de gordura é o item mais importante para a maioria (20%), seguido por ingredientes funcionais (16%) e vitaminas (14%). Já 24% não prestam atenção nas informações nutricionais.

Segundo a diretora da Markenz, Letícia Marodin, o mercado de produtos de origem animal tende a continuar seu crescimento natural. “O distanciamento social, longe de ameaçar o espaço conquistado até aqui, possivelmente o amplie, pois está havendo tempo para escolha dos alimentos; no entanto, é necessário verificar essas tendências por meio de novas pesquisas, conforme a duração do isolamento e implicações no poder aquisitivo da população”, explica. “Esse acompanhamento se torna particularmente relevante uma vez que 41% dos entrevistados possuem renda variável e, portanto, tendência a mudar de comportamento à medida que a recomendação de distanciamento persista”, conclui.

Fonte: feed&food

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