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Indústria de carnes de frango e suína criou mais de 20 mil empregos durante pandemia

Indústria de carnes de frango e suína criou mais de 20 mil empregos durante pandemia
16/Julho/2020
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A indústria avícola e suína do Brasil já criou mais de 20 mil novos empregos para manter a produção durante a pandemia de covid-19, informou Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na quarta-feira (15).

O setor também investiu cerca de R$ 500 milhões em ações para combate à doença, incluindo doações nas regiões onde empresas estão localizadas.

“Nosso setor, à medida que afastava alguém com problema de saúde, alguém que tivesse algum sintoma ou um trabalhador com mais de 60 anos, não desempregou ninguém”, disse o presidente da ABPA, Francisco Turra, em coletiva de imprensa. “Ao contrário, 20 mil novos empregos foram criados na pandemia.”

Ele disse que a indústria tem conseguido ajustar as operações para proteger os trabalhadores e aumentar a produção, apesar do fechamento temporário de unidades e da proibição da China para importações de duas unidades de suínos e duas de frango.

Segundo ele, o governo brasileiro está trabalhando para reverter a proibição de importação de alguns frigoríficos brasileiros pela China.

A proibição da China não é exclusiva às fábricas brasileiras e o Brasil ainda tem 45 plantas de carne de frango e 14 unidades de carne suína autorizadas a exportar para o país asiático.

Turra também contestou números de casos positivos de covid-19 entre trabalhadores da indústria frigorífica apresentados pelo Ministério Público do Trabalho.

Segundo ele, a maioria dos casos de covid-19 divulgados refere-se aos resultados de testes rápidos que não foram confirmados pelos testes de contraprova para a doença.

Os trabalhadores que testam positivo para a covid-19 em testes rápidos são considerados casos suspeitos pela indústria de carne e ficam em licença remunerada até que resultados dos testes da contraprova estejam prontos.

O diretor executivo da ABPA, Ricardo Santin, disse que a maioria das empresas brasileiras de carne no país ajustou a produção para respeitar até as diretrizes mais estritas de governos locais e Ministérios Públicos.

Mas ele defendeu que a portaria interministerial aprovada pelo governo federal em junho deve ser a referência para diretrizes de combate ao vírus no setor.

“Nós precisamos de segurança jurídica para ter um fluxo de produção normal, programado”, disse Santin. “Estamos buscando uma harmonização das regras no Brasil.”

No estado do Paraná, o maior exportador de carne de frango do Brasil, o governo local está exigindo medidas mais rígidas de distanciamento social nas fábricas. A Reuters informou na semana passada que o distanciamento entre trabalhadores exigido pelas normas estaduais reduziria a produção em até 43%, de acordo com uma carta enviada ao governo do estado pela ABPA e duas outras associações locais.

Santin disse que essa queda de produção só ocorreria se o setor não estivesse se adaptando ao novo cenário, adicionando turnos de trabalho e adequando o mix de produtos.

Ele acrescentou que a indústria de carne é considerada um serviço essencial durante a pandemia e tem sido capaz de garantir o fornecimento a clientes locais e internacionais apesar dos desafios.

Fonte: CarneTec

Imagem: Reprodução/vídeo da campanha Alimente a Esperança/ABPA

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