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Pecuária representa força no PIB brasileiro

Pecuária representa força no PIB brasileiro
27/Agosto/2020
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No início do ano, a divulgação dos dados obtidos pelo Cepea, da Esalq/ USP, de que o PIB do agronegócio brasileiro cresceu 3,81% em 2019, impulsionado por um crescimento expressivo do ramo pecuário de 23,71%, chamou a atenção. Não pelo fato de que o agronegócio brasileiro cresceu, mas por ter representado 21,4% do PIB brasileiro total, provando a sua força e importância para a nossa economia.

O principal motivo para o bom desempenho da pecuária no ano passado se deu por conta do surto de Peste Suína Africana (PSA), desencadeado na China e em outros países asiáticos e do leste europeu. Com o abate de milhões de suínos, a demanda dos chineses por proteína animal disparou, fazendo com que a pecuária brasileira encontrasse uma ótima oportunidade de aumentar a produção e exportação.

Em 2020, além dessa situação, a pandemia de Covid-19 abalou os mercados internacionais e aumentou a demanda por alimentos saudáveis e nutritivos, como a carne vermelha. Colocada à prova, a agroindústria brasileira mostra novamente resiliência. De janeiro a maio, o PIB agro cresceu 4,62%, puxado pela pecuária, que chegou a 9% de crescimento no ano.

Esses dados refletem a importância da pecuária brasileira para a economia e a responsabilidade que o País tem em alimentar uma grande parcela da população mundial. A boa notícia é que o setor está preparado para se manter firme entre os principais players do mercado em âmbito global, pois o Brasil possui o maior rebanho comercial do mundo, é o maior produtor de carne do mundo e o mais ecologicamente correto, ou seja, o que menos utiliza área para produzir. O equilíbrio entre sustentabilidade, produção e segurança alimentar é fundamental nesta atividade.

O ganho de produtividade é resultado de um aprendizado constante em termos de nutrição animal, investimento forte em tecnologia e melhores técnicas de manejo e saúde do rebanho. Nessa cadeia, as empresas de saúde animal, por exemplo, evoluíram e fornecem soluções inovadoras que ajudam os animais a atingirem o seu potencial genético de forma saudável e sem estresse e contribuem para impulsionar os resultados econômicos da atividade produtiva.

Na ponta final, todo mundo é beneficiado

A economia brasileira cresce, gera mais empregos – estima-se que o agronegócio emprega aproximadamente 18 milhões –, e os consumidores brasileiros e estrangeiros consomem um alimento seguro, equilibrado em termos de sustentabilidade, e altamente nutritivo, completando, assim, o ciclo virtuoso da carne.

Fonte: Nivaldo Grando, engenheiro agrônomo (USP) com MBA em Trade Marketing (ESPM) e pós-graduação em Negociação Estratégica (Harvard Business School), é diretor da divisão de Grandes Animais da Boehringer Ingelheim Saúde Animal

Fonte: feed&food

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